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Dilma é homenageada no aniversário da cidade de São Paulo

quarta, 25 de janeiro de 2012 às 16:33

  presidenta da República, Dilma Rousseff, foi homenageada hoje (25) na prefeitura de São Paulo, como parte das comemorações do aniversário da cidade. Ela recebeu a Medalha 25 de Janeiro, que também foi entregue pelo prefeito, Gilberto Kassab, ao vice-presidente, Michel Temer, o governador paulista, Geraldo Alckmin, e ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Ao agradecer pela medalha, Dilma ressaltou a capacidade agregadora de Kassab. “Essa figura capaz de agregar, capaz de criar vínculos fraternos, republicanos com pessoas as mais diferenciadas, que é o prefeito”, elogiou.

Em seu discurso, Dilma ressaltou a importância simbólica da capital paulista para o resto do país. “Mas todos nós, brasileiros, sabemos o que São Paulo sempre significou no imaginário brasileiro. Era aqui que as pessoas que tinham esperança ou que buscavam um desafio ou queriam vencer na vida, era aqui que os brasileiros se dirigiam”, disse.

A presidenta citou ainda uma música do cantor Caetano Veloso, que fala de uma das esquinas mais famosas da cidade, para expressar os sentimentos que os brasileiros têm por São Paulo. “Eu acho, sobretudo, que essa esperança é que está sempre no coração e na cabeça da gente quando a gente cruza a Ipiranga com a Avenida São João. E eu tenho certeza de que nós somos, hoje, um dos maiores e mais predestinados países do mundo”, destacou.

Para ela, a cidade é um exemplo de desenvolvimento para o restante do país. “São Paulo, sem sombra de dúvida, com a sua capacidade de gerar riqueza, de gerar conhecimento e de gerar cultura é sempre e será sempre um farol para o nosso país.”

Manifestantes atiram ovos em carro de prefeito durante protesto em São Paulo

Integrantes de movimentos sociais que faziam uma manifestação na Praça da Sé, região central de São Paulo, atiraram ovos no carro que o prefeito Gilberto Kassab usou para sair da Catedral da Sé, onde assistiu a uma missa pelos 458 anos da capital, comemorados hoje (25). Os manifestantes esperaram por Kassab em uma saída lateral da igreja, mas, quando souberam que o prefeito estava saindo por outro lado, correram em sua direção e houve tumulto. A Polícia Militar usou gás lacrimogêneo para conter a confusão.

Em um dos pontos onde um veículo oficial aguardava a saída do prefeito, manifestantes cercaram o carro, gritando palavras de ordem, e um dos integrantes esvaziou um dos pneus do carro, enquanto outros batiam no veículo.

Procurada, a assessoria de imprensa da prefeitura de São Paulo informou que não iria comentar o incidente ocorrido na saída do prefeito Gilberto Kassab da Catedral da Sé.

O ato político começou no início da manhã e os manifestantes protestavam contra as operações do governo estadual e municipal na Cracolândia, na comunidade do Moinho e no Bom Retiro, onde houve um incêndio em dezembro, e contra a retirada das famílias que ocupavam a área conhecida como Pinheirinho, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba. No local, ocupado desde 2004, viviam cerca de 6 mil pessoas.

De acordo com os organizadores, mais de 60 entidades participaram da manifestação, que reuniu cerca de 800 pessoas, segundo estimativas da Polícia Militar.

Segundo Júlio Delmanto, representante do Coletivo Desentorpecendo a Razão (DAR) e da Marcha da Maconha, o objetivo da mobilização foi mostrar a insatisfação contra o processo de militarização do centro de São Paulo e da Cracolândia. Delmanto disse que o protesto também foi contra a repressão aos moradores do Pinheirinho, área da periferia de São José dos Campos, que começou a ser desocupada domingo (22), por decisão judicial.

A questão da favela do Moinho, que, de acordo com Delmanto, é uma região que desperta forte interesse da especulação imobiliária, também foi lembrada na manifestação. "O que nos une aqui é uma reação contra a especulação imobiliária, determinando a militarização de São Paulo.”

Para Delmanto, as ações na Cracolândia se inserem na política de guerra às drogas, com a "higienização" do centro da cidade, mas sem demonstrar preocupação com a saúde dos dependentes químicos, que estão sendo jogados para outras áreas. “O que acontece é a expulsão da população pobre para as periferias, porque o centro é cada vez mais requisitado pelos interesses econômicos, ainda mais com a Copa do Mundo, prestes a ocorrer”, disse ele


Fonte: Daniel Mello - Agência Brasil

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