Ao analisarem-se os dados de Brasil e EUA relativos à exportação de carne de frango em 2011, constata-se que em ambos os países os dois primeiros importadores têm, praticamente, o mesmo nível de participação na receita cambial: 30,8% no Brasil; 29,8% (um ponto percentual a menos) nos EUA. Assim, a única grande diferença parece estar no fato de os dois primeiros clientes brasileiros serem mercados distantes (Japão - “do outro lado do mundo” - e Arábia Saudita), enquanto os maiores importadores dos norte-americanos são não só países vizinhos (México e Canadá, respectivamente), mas também parceiros do mesmo bloco econômico (NAFTA).
De toda forma, a similaridade de participação fica limitada aos dois primeiros importadores. Porque, a partir daí, a concentração brasileira é visivelmente maior que a observada nos EUA. Dessa forma, se os cinco primeiros importadores dos EUA respondem por 47,2% da receita cambial, os do Brasil respondem por 52,5% - mais da metade da receita cambial total e 5,3 pontos percentuais acima da registrada nos EUA.
Já entre os dez principais importadores a diferença é de quase 10 pontos percentuais – com, novamente, maior concentração no Brasil. Neste caso, os 10 importadores “top” respondem por 70,7% da receita cambial total, índice que nos EUA fica em 60,8%.
Note-se que, entre os 10 maiores importadores dos dois países, há apenas três clientes em comum: Hong Kong, China e Iraque.
Fonte: Avisite