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Suínos: frigorífico recolhe caminhões na fronteira com Argentina

Aumento de exigências burocráticas para importação na Argentina poderá causar prejuízo, diz gerente do frigorífico Riosulense

terça, 14 de fevereiro de 2012 às 17:17

O frigorífico Riosulense (Pamplona), sediado em Rio do Sul (SC), confirmou ter trazido de volta caminhões que estavam na fronteira com a Argentina aguardando liberação do governo argentino para liberação de cargas de carne suína. O gerente comercial do Riosulense, Cleiton Pamplona, em entrevista à Agência Estado evitou dar detalhes sobre volumes que deixaram de ser exportados pela empresa desde o dia 1º deste mês, quando entraram em vigor as restrições impostas pelos argentinos às exportações brasileiras.

Mas ele reconhece que haverá prejuízo nas operações com a Argentina. Desde o início deste mês o governo argentino suspendeu as licenças automáticas e aumentou as exigências burocráticas, como apresentação de declaração juramentada junto à Receita Federal e envio de e-mail à Secretaria de Comércio Exterior para liberação das cargas por parte do importador argentino. Pamplona diz que as informações sobre os negócios são dados confidenciais da empresa e observou que as restrições afetam todos produtos brasileiros exportados para o mercado argentino.

Segundo informações de mercado, a paralisação de caminhões na fronteira se deve ao fato de os argentinos estarem proibindo a entrada de cortes nobres de suínos, como pernil, e liberando apenas os "retalhos" que são utilizados na fabricação de embutidos pela indústria local. Em janeiro, quando não havia restrição ao comércio, as exportações brasileiras de carne suína para o mercado argentino cresceram 21,2% em volume (para 4.272 toneladas) e 32,87% em receita (para US$ 13,9 milhões), com aumento de 9,61% no preço médio (para US$ 3.275 por tonelada). Os dados são do Ministério da Agricultura.

Fonte: Agência Estado

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