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Incidência de amarelinho nos pomares do Brasil mostra tendência de queda

Agricultura 11/08/2017 às 17h


Depois de ter sido considerada a pior ameaça à citricultura brasileira na década de 1990 e ter atingido mais de 50% das árvores nos anos 2000, a incidência de Clorose Variegada dos Citros (CVC), também conhecida como “amarelinho”, é hoje de apenas 2,89% no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro. A pesquisa considera as 349 cidades do cinturão e consta no levantamento 2017 da doença feito pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus).

O número confirma a tendência de queda da CVC verificada nos últimos anos. A CVC provoca o amadurecimento precoce e a redução acentuada do tamanho dos frutos, que podem perder até 75% de seu peso, levando à diminuição da produtividade.

Seu baixo índice deve-se, principalmente, à intensificação do controle do greening (huanglongbing/HLB), considerada a mais destrutiva doença dos citros na atualidade. Como os produtos utilizados para o controle inseto transmissor do greening são os mesmos recomendados para as cigarrinhas transmissoras da CVC, as aplicações mais frequentes para o manejo do HLB resultaram em maior eficiência de controle da CVC.

Além disso, o uso de mudas sadias provenientes de viveiros protegidos e a erradicação de pomares adultos contaminados contribuiu significativamente para a redução da incidência do amarelinho nos pomares.